[ eterno carnaval... ]
quinta-feira, maio 03, 2012
Fa-fa-fa-fa-fa-FAKE IT.
Ideologias fajutas controversas e copiadas de uma série de pseudo-pensadores introspectos que definharam no turbilhão de dúvidas que jamais alguém será capaz de responder e que você piamente crê poder solucionar.Procuram por sentido, por id, por ego, por ser cult às avessas aos olhos desatentos do mundo, que por um segundo, piscam em tua direção.Uou, eu sou isso, mas posso ser aquilo depois que ler aquele livro e acreditar naquela coisa. Reinvenções diárias embasadas em um auto conhecimento nulo e sem propósito, tendo em vista o escapismo do que poderia ser um verdadeiro eu.Mentiras convictas que nos lábios dos tolos se tornam verdades incontestáveis.Um visionário mundo dopado que só tem graça quanto mais high.O mundo é cheio de ilusões particulares, por isso criarei as minhas e me matarei nos paraísos artificiais que atingem quimicamente meus sentidos. Sou descolado por ser auto-destrutivo.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Searching...

[ ..65%... ]
E haverá enfim um dia em que a indiferença tomará conta de todo o verde vale que era o amor, um dia em que as lágrimas secarão e jamais voltarão a rolar, um dia em que as palavras se calarão dando vez ao silêncio abissal, um dia em que as tentativas e explicações finalmente de renderão ao cansaço por nunca serem ouvidas.
E aí sim, nesse dia, todas as cores se tornarão preto e cinza.
Aí sim, preocupe-se com respeito e consideração.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
Do you marry me ?
Self-Love
Everyday I love you...

[ less and less.. ]
Nos modificamos por quem julgamos merecer.
Mudamos e abandonamos alguns hábitos, criamos novas rotinas, nos adaptamos.
Tudo pra tentar agradar e corresponder às expectativas em nós depositadas, porque sim, nos enchem de expectativas, de metas, de linhas retas a seguir.
Nos ditam comportamento e posturas, que obedecemos sem pestanejar.
Mas porquê ?
Porque AMAMOS.
Agradamos que amamos, giramos nosso mundo ao redor do amor que achamos correto, fazemos o impossível para estar perto.
De tudo tentamos, árdua e assiduamente.
E pra quê, se a sintonia dos batimentos cardíacos é díspar ?
O gostar jamais toca nem os pés do amar.
São como migalhas comparadas ao pão.
E eu não sou pássaro algum pra me alimentar e sobreviver delas.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Mais uma dose.

[ é claro que eu tô afim... ]
Nessa vida de prazeres e miséria,
três são os princípios que regem o papel da gente no mundo:
Impermanência (nada fica do jeito que é. Nunca);
Imperfeição (não adianta: o homem procura a perfeição, que nunca encontra);
Incomplitude (você passa a vida inteira tentando encontrar e chegar num momento em que tudo seja completo, permanente e perfeito).
Essa é a busca infrutífera da raça humana.
Sociedade humanóides fantásticas.
Nada é veneno, tudo é veneno.
Basta a ti, dosar.
Mais uma dose,
por favor.
sábado, janeiro 07, 2012
Diário de Bordo II
Re-compor

Lindas são as histórias de amor dos filmes.
Não existe tempo duradouro pra sofrimento, mágoa ou decepção.
Tudo é perfeitamente e simetricamente consertado antes mesmo do fim.
Não há fim, por melhor dizer, a não ser o clichê do "Feliz pra Sempre".
Lá, não há tristeza pequena feita nas "microações" diárias, você só se felicita e ri com as surpresas lindas e juras de amor eterno.
Aqui, a gente se deprime, sofre e dói.
Lá, ombros amigos, diversão e festas épicas.
Aqui, também, mas eu prefiro me recompor sozinha.
Castelo de água

Ele acordou em mais um santo dia de chuva
Abriu os olhos e sorriu
Olhou o mundo com a grandeza de um rei
E respirou o ar da liberdade e se lembrou
Que o caminhar livre de um homem
Nenhum dinheiro pode comprar
Nada como um dia após o outro para estar
Preparado para guerra que virá, diferente amanhã..
Mato Seco
sexta-feira, dezembro 16, 2011
Foi-se.

-
Vai, com garras caninas tão tuas
E arranca por vez esse felino coração
Que por ti tinha tanta devoção.
Vai, lobo vil que uiva minha dor
Lança ao chão com ferver o meu amor
E cessa por vez esse torpor.
Joga pro alto então,
tudo que denominavas de paixão.
Condenas minha imperfeição
Por amar-te tanto, em vão.
-
100 +
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Ressaca de quê ?
Cof, cof...

[ do tss às cinzas ]
-
tsss..
Acendo um cigarro.
O vício é tudo que você deixou pra mim.
Você virou fumaça no meu peito,
nicotina entre os dedos,
minha marca preferida,
vou fumar você.
Enquanto o fogo queima nos meus olhos,
toda dor tem seu prazer.
Respiro mais fumaça do que antes
pra me lembrar de você.
Vou morrendo devagar
e ficando em cinzas.
Eu preciso lhe apagar de mim
pra ter o ar nos meus pulmões,
Eu só preciso respirar.
Meu corpo todo pede seu calor
Mais um trago pra me aquecer
Por tempo ainda resta minha voz
e eu pretendo me dizer
que vou ter que te deixar
pra ter ar nos meus pulmões
eu não preciso de você ?
eu preciso me apagar de mim.
-
terça-feira, novembro 22, 2011
Bipolaridade

[ in a manner of speaking ]
e hoje ?
as buscas cessam
as saudades sufocam
as palavras calam.
hoje,
só eu e meu silêncio.
-
"In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words...
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you
I should find a way
To tell you everything
By saying nothing."
[ Tuxedomoon - In a Manner of Speaking ]
quarta-feira, novembro 16, 2011
quinta-feira, outubro 20, 2011
quarta-feira, junho 01, 2011
Des-casos

[ fantasmas de experiências ]
das cores
das dores
das flores
dos tempos
dos passos
dos casos
de acasos
de furores
de amores
as avessas
as sextas
as mesas
os pares
os lares
os andares
e risos
e gritos
e gemidos
tão sussurros
tão discretos
tão eternos
Dispersos.
Eterno
encontrar-se
pra perder-se
em braços
abraços
e enlaços
que se rompem com um traço.
E o que fica
E o que vai
Das manias que não lembro mais
Trejeitos, maljeitos,
Desfeitos.
E o que virá agora
Pra que amanhã eu esqueça ?
quarta-feira, março 16, 2011
Já fui, já fomos...

Entrei.
como estrondo, entrei.
Baby, estrago eu sei que causei.
Visível, tocável e irreal
Brinquei.
com tua alma e rasguei
Baby, teu corpo mastiguei
Lembra de quando eu vim para cá,
a primeira vez?
virei tua vida de cabeça para baixo
e você bem mansinho..
sem nem saber o porquê de querer,
porque amor quente que nem o meu
você nunca teve nessa vida.
E nem vai ter.
Desse jeito não.
É, então vem cá...
Vem sentir a minha pele em brasa
e o gosto gelado da minha boca
faz tudo como se fosse a última vez.
Faz, porque hoje eu vou embora.
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